Mais frango brasileiro para cardápio chinês

Mais frango brasileiro para cardápio chinês

Os chineses devem dobrar a importação de frango brasileiro ainda este ano. Na semana passada o país asiático deu sinal verde a 25 frigoríficos do setor, e pretende homologar mais 16 unidades brasileiras ainda este ano. Assim, o Brasil, que já possui 26 plantas frigoríficas habilitadas, poderá chegar a 66 até o final do ano prontas para ampliar seus embarques de frango à China.

Assim, os grandes frigoríficos, como Marfrig, BR Foods e Aurora, que detêm a liderança da produção de carne de frango no País, devem ser beneficiados. Assim como os pequenos, que se preparam para tentar habilitar suas plantas. O Aurora já possui três plantas homologadas pelos chineses e exporta para o país asiático. Além disso, conseguiu incluir um quarto frigorífico, recém-arrendado da Avipar, com capacidade de abater 130 mil aves por dia, no pacote de 25 empresas do setor habilitadas nos últimos dias pela China.

A expectativa é que o país asiático salte das atuais 130 mil toneladas importadas por ano para 300 mil toneladas, tornando-se um dos cinco principais compradores de frango.

Para o presidente do Aurora, Mário Lanznaster, este é um grande momento para a avicultura brasileira. “O mercado mundial de frango é muito bom. O Brasil tem de aproveitar este momento para estreitar ainda mais as relações com a Ásia”, contou, em entrevista exclusiva para o DCI. Lanznaster afirmou que a empresa já estuda arrendar mais uma unidade frigorífica em Santa Catarina e não descarta novos negócios. “Hoje, com apenas quatro plantas, temos capacidade de processar mais de 500 mil aves por dia e exportar 5 mil toneladas por mês. Já estamos avaliando mais um arrendamento em Santa Catarina, e é claro que, se soubermos de um bom negócio, vamos conferir”, disse ele, que brincou, dizendo que vender frango para o mundo é muito fácil, dado o valor do produto e a sua aceitação.

Durante sua passagem pela China, a presidente Dilma Rousseff a tentou obter um compromisso daquele país com relação à desvalorização artificial do iuane. Segundo fontes, a delegação brasileira fez circular dentre os demais países que compõem o Brics documento técnico que cobra da OMC soluções para o problema.

DCI – Diário do Comércio & Indústria

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